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Gelsomina e a escada dos vaga-lumes

Num jardim ao anoitecer, Gelsomina segue uma escada de vaga-lumes que sĂł se acende com passos calmos.

Ilustração para Gelsomina e a escada dos vaga-lumes

Gelsomina morava numa casa com jardim de hortelĂŁ, pedras mornas e vasos de flores.

À noite, quando tudo ficava azul, ela queria subir ao terraço para ver a primeira estrela. Mas a escada parecia escura e longa demais.

“Eu não vou”, dizia.

Numa noite, um vaga-lume pousou no primeiro degrau.

Depois outro no degrau seguinte. Depois mais um.

Logo, cada degrau tinha uma luzinha.

“É para mim?”, perguntou Gelsomina.

O primeiro vaga-lume respondeu: “Sim, mas sĂł brilhamos se vocĂȘ pisar com delicadeza.”

Gelsomina tentou. Primeiro passo. O degrau se acendeu. Segundo passo. Outra luz apareceu. Quando ela se apressava, os vaga-lumes se apagavam. Quando respirava, voltavam.

Pouco a pouco, a escada deixou de ser assustadora. Virou um caminho de estrelinhas prĂłximas.

Quando chegou ao alto, Gelsomina viu o céu aberto, o mar ao longe e uma estrela verdadeira que parecia esperå-la.

Desde aquela noite, ela aprendeu a subir as coisas difíceis um degrau de cada vez: uma pergunta, um esforço, um medo, um boa-noite.

Os vaga-lumes nem sempre eram visíveis. Mas Gelsomina sabia que voltavam sempre que ela avançava com calma.

Moral: Pequenos passos calmos podem nos levar muito alto.
Nota Montessori: Depois da leitura, convide a criança a nomear um gesto concreto da história e a ligå-lo, com calma, ao sentimento da noite.
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