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O vaga-lume que perdeu seu pontinho

Um vaga-lume sem luz procura seu pontinho brilhante e descobre que os amigos podem ajudar sem substituĂ­-lo.

Ilustração para O vaga-lume que perdeu seu pontinho

Num jardim de verĂŁo vivia LĂč, um vaga-lume com um pontinho luminoso no corpo.

Ele tinha muito orgulho dele. Acendia-o para cumprimentar flores, guiar formigas e desenhar vĂ­rgulas na noite.

Mas uma noite o pontinho nĂŁo acendeu.

LĂč tentou de novo. Nada.

“Eu o perdi!”

Os outros vaga-lumes chegaram imediatamente.

“NĂłs vamos brilhar por vocĂȘ”, disseram.

Formaram um cĂ­rculo ao redor de LĂč. O jardim ficou claro, mas LĂč continuava triste.

“A luz de vocĂȘs Ă© bonita, mas nĂŁo Ă© a minha.”

Então o vaga-lume mais velho falou com doçura.

“NĂŁo podemos ser seu pontinho. Mas podemos ficar perto enquanto vocĂȘ o procura.”

Desceram juntos atĂ© a grama. LĂč se lembrou do dia: tinha voado depressa demais, queria iluminar todo mundo, esqueceu de descansar numa folha fresca.

Fechou os olhos. Respirou a noite. Sentiu as asinhas, a barriga, o silĂȘncio.

Um brilho minĂșsculo voltou.

Depois outro.

Seu pontinho brilhava de novo, mais suave que antes.

Desde aquela noite, LĂč nĂŁo pensou mais que um amigo deveria consertar tudo em seu lugar. Entendeu que um amigo verdadeiro fica perto, pronto para iluminar o caminho, atĂ© que a prĂłpria luz volte.

Moral: A amizade ajuda a reencontrar a prĂłpria luz.
Nota Montessori: Depois da leitura, convide a criança a nomear um gesto concreto da história e a ligå-lo, com calma, ao sentimento da noite.
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